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Out 06 - Automação deve garantir crescimento da ABB

Fonte: Valor Econômico


Maurício Capela, De São Paulo

As exportações de papel e celulose, mineração e siderurgia, entre outros setores brasileiros em alta, estão impulsionando as vendas do grupo sueco-suíço ABB. O acréscimo recai sobre o negócio de tecnologia da automação (AT, na sigla em inglês).

Dona de 35% da receita da ABB no Brasil, que foi de R$ 1,1 bilhão no ano passado, a divisão AT estima crescer 15% neste ano. Com esse aumento, o que significaria um faturamento de R$ 442,7 milhões, a unidade de negócio elevaria sua fatia para 50%. A empresa diz que não revela projeções para 2003 porque tem ações em bolsas.

A outra metade ficaria nas mãos da tecnologia de potência (PT, na sigla em inglês). A operação congrega a venda de equipamentos para o setor de transmissão e distribuição de energia. Já o AT fica responsável pelo setor de equipamentos industriais, com ênfase em robótica e automação.

O parque de robôs da ABB é representativo no país. Dos 2 mil que existem no Brasil, aproximadamente 60% tem a marca da multinacional. No mundo, o grupo tem 100 mil robôs.

A unidade de óleo e gás, que está à venda em nível mundial, não fará parte dos números deste ano. Tanto em 2001, quando a empresa faturou R$ 1,2 bilhão, e em 2002, a divisão representou 15% dos negócios no Brasil.

"As vendas da área de tecnologia da potência dependem do setor de infra-estrutura, que passa por arranjo, principalmente em energia elétrica", diz José Augusto Marques, vice-presidente da ABB no Brasil.

Contudo, a empresa aposta na área de AT e seus novos produtos. O objetivo é conectar as duas pontas da cadeia produtiva: compradores e fornecedores.

Tanto que a multinacional realiza no país o maior projeto de automação de produto no mundo. A Cia. Vale do Rio Doce vai integrar 50 mil pontos de automação em sete unidades. O objetivo é convergir os diversos equipamentos para um sistema, que possa estabelecer comunicação e a conseqüente tomada de decisões.

Batizada de Industrial IT, a plataforma foi desenvolvida há cerca de quatro anos, mas só agora a tecnologia permite que um projeto como a Vale do Rio Doce tenha tamanha integração. "Seria impossível a um ano e seis meses atrás", diz o executivo.

O objetivo, conta o vice-presidente, é integrar a área operacional com o comercial, recursos humanos e outros.

Last edited 2003-10-06
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